Beleza Interior

bellezaint2 Beleza InteriorEstamos acostumados a admirar as pessoas por sua beleza externa. As roupas que vestem, seu dinheiro, seus carros e não nos preocupamos realmente pelo autêntico; a beleza interior. Como sabemos o rosto é o espelho da alma. Só quando uma pessoa é feliz se encontra bem consigo mesma, com seu corpo, com seu trabalho, com a família, os amigos e tudo o que lhe rodeia. O que está feliz internamente se sente bem e está claro que isso notamos externamente. Isso é a beleza interior.

Estas pessoas se vêem bem sem a necessidade de maquiagem; quando não, freqüentemente, por mais que possa se maquiar ou se esconder atrás de óculos de sol, uma roupa cara ou tentar forçar um sorriso, todo mundo se dá conta de que não está bem já que a saúde e o estado de ânimo (o ciúmes, a raiva, a depressão) não se podem ocultar.

Hoje em dia essas pessoas gastam verdadeiras fortunas em operações de cirurgia estética, em roupas muito caras, em estilistas, em dietas milagrosas, mas nunca conseguirão seu objetivo. Por quê? Porque pensamos que todos nossos problemas pessoais como o fato de não nos sentir realizados em nosso trabalho, em nossa família e como pessoas; tudo, absolutamente tudo resolveria se fôssemos os mais bonitos do planeta. Logo resulta que vemos aquelas pessoas que admiramos por seu físico (artistas, modelos) e têm as mesmas venturas e desventuras que nós.

Daqui te convido, é obvio, a cuidar e mimar seu corpo, mas por outro motivo e é que é o único que tenhamos e temos que estar agradecidos já que é o que nos permite desfrutar da vida. Cuidemos-nos também por dentro, cuidemos de nossa dieta, nossos hábitos e sanemos nossas emoções, nossa relação com os outros,… e afirmo que logo nos sentiremos muito melhor e pensaremos que somos únicos e irrepetíveis que é o que na verdade somos.

Os tão mencionados princípios antagônicos, o yin e o yang, já formam parte de nossa cultura ocidental; mas faz tempo que vêm chegando fortes influencias de um mundo totalmente oposto, onde a paz interior e a espiritualidade têm um papel fundamental na beleza (interior e exterior). A conhecer outras técnicas orientais para levar em consideração na hora de querer estar melhor.

Novidades (e nem tanto) do longínquo Oriente

O Ocidente há algumas décadas está recebendo fortes influencias do Oriente, precisamente do Oriente extremo ou longínquo, que é a denominação genérica com que se designa aos países mais orientais da Ásia, Japão, Coréia, Vietnam, China, etc. Daquela parte do mundo chegaram várias técnicas que têm a ver com o espiritual, encontrando a paz interior. Da acupuntura, a ioga, até o Ayurveda, o budismo, entre outras questões de supremo interesse, para uma cultura que está acostumada a correr, muitas vezes sem chegar a uma meta. Mas estes são só alguns dos procedimentos que se podem realizar para conseguir uma beleza interior, que irremediavelmente derivará em uma beleza exterior. Para este lado do mundo as mais importantes modalidades terapêuticas orientais são a medicina tradicional Chinesa, o Ayurveda e as práticas que delas se derivam.

A medicina tradicional Chinesa inclui a acupuntura, a fitoterapia tradicional (tratamento de enfermidades através das espécies vegetais e seus derivados), práticas gerais de higiene e de exercícios terapêuticos e mobilizadores de energia como chi-gongo e o tailandês-chi. O princípio fundamental da medicina tradicional Chinesa é o chi. Este é o nome que recebe a energia vital, e sua distribuição e fluxo determinam os estados de saúde e enfermidade. Esta energia flui através de uma série de canais inscritos na superfície do corpo, chamados meridianos, nos quais se detectam pontos sensíveis com funções particulares dos quais se podem exercer ações terapêuticas e reguladoras, com os procedimentos já mencionados. O ritmo dos eventos naturais e o equilíbrio dinâmico de forças antagônicas e complementares constitui outro dos pilares da medicina tradicional Chinesa, de onde se desprende a teoria filosófica do ying-yang. Além disso, a medicina tradicional Chinesa concebe a energia como origem de todas as coisas e seus princípios se observam nos cinco elementos da natureza: o fogo, o ar (metal), a água, a madeira e a terra. Os órgãos e as vísceras do ser humano estão relacionados com cada um destes cinco elementos.

Quanto à estética e interior do ser humano, a cultura oriental considera que as rugas, ao igual a todas as enfermidades e desequilíbrios do organismo, podem-se combater ativando o fluxo da energia vital. Para fazê-lo se utiliza a acupuntura. Esta, mediante a aplicação das agulhas, libera um tranqüilizador natural do organismo chamado endorfina. Desta maneira se consegue relaxar a expressão do rosto, além de ativar a circulação sangüínea oxigenando mais o corpo.

O Shiatsu, por sua parte, é uma modalidade terapêutica que utiliza as massagens e a digitopressão para reequilibrar os sistemas energéticos do organismo. Foi desenvolvido principalmente no Japão e vários dos pontos que utiliza estão intimamente relacionados com pontos dos meridianos da acupuntura chinesa.

Ayurveda, que em sânscrito significa a ciência da vida, é uma antiqüíssima medicina que contém um corpo de escritos compilado pela tradição hindu há mais de 4000 anos. Do ponto de vista do Ayurveda, a constituição do homem se apóia em três doshas, ou princípios constitutivos básicos, que determinam suas características somáticas assim como o tipo de enfermidades que seu desequilíbrio tende a produzir. Estas três doshas, que se chamam Vata, Pitta e Capa, estão presentes em todos os humanos, mas em proporções diferentes. Dentro do ayurveda, são muito importantes as práticas de higiene corporal, a utilização dos alimentos e condimentos adequados para o tipo particular do paciente.

A ioga mais que um método de relaxamento é uma filosofia de vida, cujo fim é obter a união do corpo, a mente e o espírito. Mediante a realização de diferentes posturas, o relaxamento e a meditação, consegue-se um estado de paz mental, onde se consegue baixar a ansiedade. Existem diferentes tipos de ioga, embora todos tenham o mesmo objetivo.

Há centenas de anos, a humanidade sempre se preocupou por seu bem-estar, tanto em seus aspectos internos, como em seus aspectos externos. Em igual nas leis herméticas, um de seus apotegmas é “como é acima é abaixo”, transladando-o a nosso microuniverso, que é nosso corpo, como é dentro é fora, ou, “que os olhos são o reflexo da alma”.

Certo é, que, olhando nos olhos, quase se pode ver a alma das pessoas, isso sabem bem as pessoas do deserto, que utilizam o afamado “pó cinza” (kohol), para iluminar seus olhares, lhes dar brilho e proteger-se também, como não, das inclemências meteorológicas, entre outras, do reflexo da areia em suas retinas. Já sabemos que um olhar bonito acentua mais a comunicação entre as pessoas.

Igual a nos olhares, a cor dos lábios é importante, entre outras coisas, por própria saúde: sabe-se em terapêutica, que a cor dos lábios determina a oxigenação do sangue, e também é um primeiro sintoma de melancolia ou de alegria. Conhecedores disto, também temos resgatado da tradição os “pós vermelhos”, que fazem, ou pelo menos tentam imitar, esse processo.

Os cabelos, outro sintoma do estado da alma e do físico, tanto se tem arrumada, como colorida. Comentar que as primeiras tinturas eram extraídas de cascas de árvores, às vezes inclusive, misturadas com terras e com refugos de minas minerais, para fazer que o cabelo vivesse com sua maior plenitude, e fortalecê-lo. Assim, resgatamos a henna, utilizado há centenas de anos para estas necessidades.

E por último, o toque final, que nunca tem que deixar de utilizar: o perfume, importante complemento, tirado dos aromas mais sutis da natureza, e que agradam nosso estado de ânimo, e que, devidamente utilizados, podem-nos transportar a outras épocas e a outros lugares. A norma clássica do perfume é: leve, mas sensual, é algo que se leva, que não pesa nada, mas que inspira sensações. Conhecedores de tudo isto também, em todos os países árabes, foram grandes especialistas em arrancar da natureza o que de sutil e essencial, e também por que não, especial, tinha para nos dar: sua essência.

Como ponto final, o almíscar, onde os haja, perfume exclusivo e especial, harmonizador de todos eles, e que em seu seio, leva a faculdade de despertar o instinto de criação, já que em sua composição, tão sutil, está à base para despertar todas as glândulas hormonais, entre elas, a grande mãe, a hipófise.

Tradução: Teu Corpo.com.br

Referência: http://www.esencialidad.com/index.php?option=com_content&task=view&id=349&Itemid=463

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2 Respostas para “Beleza Interior”


  1. Francyelly felix
    24out

    Muito bem explicado, me ajudou muito vou apresentar na feira de ciências sobre preconceito, esse assunto mexe muito comigo pois acho que a sociedade só é injusta por que não conseguem aceitar as diferenças.


  2. ROnaldo
    24out

    Lindo texto, me ajudou muito com minha redação sobre o assunto.

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