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	<title> &#187; Beleza</title>
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		<title>Imagem e Auto-estima</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 19:24:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>teu-corpo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Imagem e Auto-estima]]></category>

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		<description><![CDATA[Aceitar o corpo &#233; vital para cuid&#225;-lo e conhecer suas necessidades. “O corpo avisa” &#233; uma frase que utilizam quem valoriza as mensagens corporais, n&#227;o somente aqueles t&#227;o prementes de fome ou sede, a n&#227;o ser outros envios mais sutis como a necessidade[...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img title="auto estima" src="/wp-content/uploads/beleza/imagem_e_auto_estima/autoestima3.jpg" border="0" alt="auto estima" width="165" height="147" align="left" /><strong>Nossa Imagem</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Aceitar o corpo &eacute; vital para cuid&aacute;-lo e conhecer suas necessidades. “O corpo avisa” &eacute; uma frase que utilizam quem valoriza as mensagens corporais, n&atilde;o somente aqueles t&atilde;o prementes de fome ou sede, a n&atilde;o ser outros envios mais sutis como a necessidade de um descanso repentino ou a aten&ccedil;&atilde;o imediata a certos mal-estares.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda comunica&ccedil;&atilde;o com as demais pessoas se realiza mediante o corpo. Da inf&acirc;ncia, mantemos um di&aacute;logo permanente que se estabelece por meio da linguagem corporal. S&oacute; de ver o rosto de uma pessoa, sabe-se se est&aacute; desgostoso ao manter o cenho franzido, se esta feliz devido a seu relaxado sorriso e esse brilho especial nos olhos&#8230; Abrimos os bra&ccedil;os para expressar carinho, gesticulamos quando a ira nos invade, aproximamo-nos de algu&eacute;m para demonstrar necessidade de companhia. E tudo isto acontece apenas sem nos dar conta do que est&aacute; acontecendo.</p>
<p style="text-align: justify;">A linguagem corporal nunca mente, a n&atilde;o ser quando certos processos — que n&atilde;o chamaremos educativos— nos ensinam a controlar essa linguagem que se torna insana e hip&oacute;crita: ent&atilde;o a pessoa demonstra alegria quando realmente lhe invade uma profunda tristeza ou manifesta amizade e carinho quando na verdade &eacute; antipatia o que est&aacute; sentindo&#8230; embora, a algumas e alguns, n&atilde;o obstante, os olhos os delatem.</p>
<p style="text-align: justify;">O corpo sempre &eacute; um corpo sexual. &Eacute; no beb&ecirc; rec&eacute;m-nascido, nos idosos e idosas, no homem e na mulher. Somos seres sexuados e n&atilde;o podemos nos desprender desta condi&ccedil;&atilde;o ao longo de toda a vida, o que ocorre &eacute; que troca na medida em que vamos crescendo, maturando, envelhecendo.</p>
<p style="text-align: justify;">O corpo representa &agrave; pessoa, n&atilde;o s&oacute; ante si mesmo, de maneira individual e &iacute;ntima, mas sim, al&eacute;m disso, &eacute; a fronteira, o limite entre o EU e o fora. Nosso corpo &eacute; o primeiro que v&ecirc;em os outros e as outras.</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="auto estima" src="/wp-content/uploads/beleza/imagem_e_auto_estima/autoestima.jpg" border="0" alt="auto estima" width="165" height="142" align="left" /><strong>Ver e ser visto</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O corpo e o modo de cobri-lo tiveram variados significados de acordo &agrave; cultura de cada &eacute;poca. Os gregos, digamos, exaltavam ao m&aacute;ximo o cuidado corp&oacute;reo como elemento est&eacute;tico. Utilizavam as t&uacute;nicas, n&atilde;o para ocultar a n&atilde;o ser para real&ccedil;ar e delinear as formas e silhuetas. Em outros tempos, como na idade M&eacute;dia, cobriu-se de grossa malha para que nada se pudesse adivinhar. Com estes exemplos pretendo chegar a um ponto interessante deste assunto: as formas de perceber e tratar o pr&oacute;prio corpo n&atilde;o &eacute; totalmente nosso, mas sim est&atilde;o influ&iacute;das pelas outras pessoas, a sociedade e a cultura.</p>
<p style="text-align: justify;">N&oacute;s nos olhamos e isso funciona como um espelho que nos devolve a imagem do pr&oacute;prio corpo. Assim, as bajula&ccedil;&otilde;es ou cr&iacute;ticas atuam como setas ante um: “Que gordura a tua” ou como refor&ccedil;adores de auto-imagem ante a frase: “Que bem te mant&eacute;m”.</p>
<p style="text-align: justify;">O comportamento corporal que se tem como algo natural &eacute;, na verdade, socialmente constru&iacute;do. Nenhuma garota rebola por intui&ccedil;&atilde;o, mas sim por imita&ccedil;&atilde;o. Assim acontecem com as poses, as express&otilde;es e o modo de atuar: os homens colocam geralmente o tornozelo sobre o joelho quando est&atilde;o sentados; as mulheres cruzam as pernas.</p>
<p style="text-align: justify;">Da mesma maneira, o corpo nos vincula ou nos isola. Ter&aacute; que saber dos caminhos do corpo, sobre tudo, aceit&aacute;-lo todas e cada uma de suas partes, aprender a am&aacute;-lo e a cuid&aacute;-lo. Esquecer desses corpos que transmitem as propagandas. Na vida real, todos contamos com imperfei&ccedil;&otilde;es que ter&aacute; que assimilar porque somos humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se n&atilde;o chegarmos a um entendimento e aceita&ccedil;&atilde;o de nosso corpo, n&atilde;o vai existir o necess&aacute;rio desembara&ccedil;o para o encontro com “outro”. A rela&ccedil;&atilde;o sexual implica despir-se, mostrar-se ao parceiro tal e como viemos ao mundo. De acordo com a rejei&ccedil;&atilde;o ou satisfa&ccedil;&atilde;o do que somos se criara uma vivencia er&oacute;tica cheia de pudores e complica&ccedil;&otilde;es ou uma s&atilde; maneira de favorecer a possibilidade de recrear o gozo compartilhado.</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="Auto estima" src="/wp-content/uploads/beleza/imagem_e_auto_estima/autoestima2.jpg" border="0" alt="Auto estima" width="165" height="176" align="left" /><strong>Auto-estima</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste ponto, n&atilde;o se pode deixar de mencionar a auto-estima, um dos valores humanos que mais imbricado est&aacute; com a sexualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A auto-estima s&atilde;o as opini&otilde;es, julgamentos, sentimentos e valoriza&ccedil;&otilde;es que temos de n&oacute;s mesmos. Vai desenvolvendo gradualmente da inf&acirc;ncia, a partir dos coment&aacute;rios e experi&ecirc;ncias que recebemos de outros e das pr&oacute;prias vivencias. Se tivermos tido uma fam&iacute;lia quente que soube fomentar em n&oacute;s seguran&ccedil;a, independ&ecirc;ncia e coragem, &eacute; muito prov&aacute;vel que a auto-estima esteja em boa posi&ccedil;&atilde;o; entretanto, se proviermos de uma fam&iacute;lia que freq&uuml;entemente te diz: “Tudo te faz mal!” &Eacute; muito prov&aacute;vel que a auto-estima esteja danificada.</p>
<p style="text-align: justify;">O amor para n&oacute;s mesmos fomenta uma boa auto-estima. E &eacute; uma verdade de Perogrullo que primeiro ter&aacute; que querer-se a si para poder querer a outros. A mulher que se entrega a seu parceiro, assumindo que primeiro vem ele e depois ela, conhecer&aacute; mais cedo que tais sacrif&iacute;cios n&atilde;o obt&ecirc;m o objetivo desejado. Se uma mesma n&atilde;o se valorizar, ningu&eacute;m o far&aacute;. Se uma se deixa pisotear, ser&aacute; pisoteada irremediavelmente. Igualmente v&aacute;lido quando se trata de um homem.</p>
<p style="text-align: justify;">Ter uma boa auto-estima, uma imagem positiva de si mesma, &eacute; condi&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel nestes tempos nos quais a submiss&atilde;o e depend&ecirc;ncia a “outra” pessoa, se vai apagando para o bem da humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ficar em sintonia com o pr&oacute;prio corpo &eacute; algo que devia se acostumar como a matem&aacute;tica e aprender-se como parte da educa&ccedil;&atilde;o integral. &Eacute; t&atilde;o necess&aacute;rio um di&aacute;logo que facilite a compreens&atilde;o desses padr&otilde;es impostos da cultura, da relatividade dos gostos, assim como a importante necessidade de valorizar e ter em conta os m&uacute;ltiplos contrastes entre os seres humanos.</p>
<p><strong>Tradu&ccedil;&atilde;o:</strong> Teu Corpo.com.br</p>
<p><strong>Refer&ecirc;ncia:</strong> http://www.esencialidad.com/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=350&amp;Itemid=463</p>
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		<title>Beleza Interior</title>
		<link>http://www.teucorpo.com.br/beleza-interior/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 21:30:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>teu-corpo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Beleza Interior]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos acostumados a admirar as pessoas por sua beleza externa. As roupas que vestem, seu dinheiro, seus carros e n&#227;o nos preocupamos realmente pelo aut&#234;ntico; a beleza interior. Como sabemos o rosto &#233; o espelho da alma. S&#243; quando uma pessoa &#233; feliz se encontra bem consigo mesma, com seu corpo, com seu trabalho, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img title="Beleza Interior" src="/wp-content/uploads/beleza/beleza_interior/bellezaint2.jpg" border="0" alt="Beleza Interior" width="165" height="113" align="left" />Estamos acostumados a admirar as pessoas por sua beleza externa. As roupas que vestem, seu dinheiro, seus carros e n&atilde;o nos preocupamos realmente pelo aut&ecirc;ntico; a beleza interior. Como sabemos o rosto &eacute; o espelho da alma. S&oacute; quando uma pessoa &eacute; feliz se encontra bem consigo mesma, com seu corpo, com seu trabalho, com a fam&iacute;lia, os amigos e tudo o que lhe rodeia. O que est&aacute; feliz internamente se sente bem e est&aacute; claro que isso notamos externamente. Isso &eacute; a beleza interior.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas pessoas se v&ecirc;em bem sem a necessidade de maquiagem; quando n&atilde;o, freq&uuml;entemente, por mais que possa se maquiar ou se esconder atr&aacute;s de &oacute;culos de sol, uma roupa cara ou tentar for&ccedil;ar um sorriso, todo mundo se d&aacute; conta de que n&atilde;o est&aacute; bem j&aacute; que a sa&uacute;de e o estado de &acirc;nimo (o ci&uacute;mes, a raiva, a depress&atilde;o) n&atilde;o se podem ocultar.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje em dia essas pessoas gastam verdadeiras fortunas em opera&ccedil;&otilde;es de cirurgia est&eacute;tica, em roupas muito caras, em estilistas, em dietas milagrosas, mas nunca conseguir&atilde;o seu objetivo. Por qu&ecirc;? Porque pensamos que todos nossos problemas pessoais como o fato de n&atilde;o nos sentir realizados em nosso trabalho, em nossa fam&iacute;lia e como pessoas; tudo, absolutamente tudo resolveria se f&ocirc;ssemos os mais bonitos do planeta. Logo resulta que vemos aquelas pessoas que admiramos por seu f&iacute;sico (artistas, modelos) e t&ecirc;m as mesmas venturas e desventuras que n&oacute;s.</p>
<p style="text-align: justify;">Daqui te convido, &eacute; obvio, a cuidar e mimar seu corpo, mas por outro motivo e &eacute; que &eacute; o &uacute;nico que tenhamos e temos que estar agradecidos j&aacute; que &eacute; o que nos permite desfrutar da vida. Cuidemos-nos tamb&eacute;m por dentro, cuidemos de nossa dieta, nossos h&aacute;bitos e sanemos nossas emo&ccedil;&otilde;es, nossa rela&ccedil;&atilde;o com os outros,… e afirmo que logo nos sentiremos muito melhor e pensaremos que somos &uacute;nicos e irrepet&iacute;veis que &eacute; o que na verdade somos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os t&atilde;o mencionados princ&iacute;pios antag&ocirc;nicos, o yin e o yang, j&aacute; formam parte de nossa cultura ocidental; mas faz tempo que v&ecirc;m chegando fortes influencias de um mundo totalmente oposto, onde a paz interior e a espiritualidade t&ecirc;m um papel fundamental na beleza (interior e exterior). A conhecer outras t&eacute;cnicas orientais para levar em considera&ccedil;&atilde;o na hora de querer estar melhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Novidades (e nem tanto) do long&iacute;nquo Oriente</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Ocidente h&aacute; algumas d&eacute;cadas est&aacute; recebendo fortes influencias do Oriente, precisamente do Oriente extremo ou long&iacute;nquo, que &eacute; a denomina&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica com que se designa aos pa&iacute;ses mais orientais da &Aacute;sia, Jap&atilde;o, Cor&eacute;ia, Vietnam, China, etc. Daquela parte do mundo chegaram v&aacute;rias t&eacute;cnicas que t&ecirc;m a ver com o espiritual, encontrando a paz interior. Da acupuntura, a ioga, at&eacute; o Ayurveda, o budismo, entre outras quest&otilde;es de supremo interesse, para uma cultura que est&aacute; acostumada a correr, muitas vezes sem chegar a uma meta. Mas estes s&atilde;o s&oacute; alguns dos procedimentos que se podem realizar para conseguir uma beleza interior, que irremediavelmente derivar&aacute; em uma beleza exterior. Para este lado do mundo as mais importantes modalidades terap&ecirc;uticas orientais s&atilde;o a medicina tradicional Chinesa, o Ayurveda e as pr&aacute;ticas que delas se derivam.</p>
<p style="text-align: justify;">A medicina tradicional Chinesa inclui a acupuntura, a fitoterapia tradicional (tratamento de enfermidades atrav&eacute;s das esp&eacute;cies vegetais e seus derivados), pr&aacute;ticas gerais de higiene e de exerc&iacute;cios terap&ecirc;uticos e mobilizadores de energia como chi-gongo e o tailand&ecirc;s-chi. O princ&iacute;pio fundamental da medicina tradicional Chinesa &eacute; o chi. Este &eacute; o nome que recebe a energia vital, e sua distribui&ccedil;&atilde;o e fluxo determinam os estados de sa&uacute;de e enfermidade. Esta energia flui atrav&eacute;s de uma s&eacute;rie de canais inscritos na superf&iacute;cie do corpo, chamados meridianos, nos quais se detectam pontos sens&iacute;veis com fun&ccedil;&otilde;es particulares dos quais se podem exercer a&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas e reguladoras, com os procedimentos j&aacute; mencionados. O ritmo dos eventos naturais e o equil&iacute;brio din&acirc;mico de for&ccedil;as antag&ocirc;nicas e complementares constitui outro dos pilares da medicina tradicional Chinesa, de onde se desprende a teoria filos&oacute;fica do ying-yang. Al&eacute;m disso, a medicina tradicional Chinesa concebe a energia como origem de todas as coisas e seus princ&iacute;pios se observam nos cinco elementos da natureza: o fogo, o ar (metal), a &aacute;gua, a madeira e a terra. Os &oacute;rg&atilde;os e as v&iacute;sceras do ser humano est&atilde;o relacionados com cada um destes cinco elementos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto &agrave; est&eacute;tica e interior do ser humano, a cultura oriental considera que as rugas, ao igual a todas as enfermidades e desequil&iacute;brios do organismo, podem-se combater ativando o fluxo da energia vital. Para faz&ecirc;-lo se utiliza a acupuntura. Esta, mediante a aplica&ccedil;&atilde;o das agulhas, libera um tranq&uuml;ilizador natural do organismo chamado endorfina. Desta maneira se consegue relaxar a express&atilde;o do rosto, al&eacute;m de ativar a circula&ccedil;&atilde;o sang&uuml;&iacute;nea oxigenando mais o corpo.</p>
<p style="text-align: justify;">O Shiatsu, por sua parte, &eacute; uma modalidade terap&ecirc;utica que utiliza as massagens e a digitopress&atilde;o para reequilibrar os sistemas energ&eacute;ticos do organismo. Foi desenvolvido principalmente no Jap&atilde;o e v&aacute;rios dos pontos que utiliza est&atilde;o intimamente relacionados com pontos dos meridianos da acupuntura chinesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Ayurveda, que em s&acirc;nscrito significa a ci&ecirc;ncia da vida, &eacute; uma antiq&uuml;&iacute;ssima medicina que cont&eacute;m um corpo de escritos compilado pela tradi&ccedil;&atilde;o hindu h&aacute; mais de 4000 anos. Do ponto de vista do Ayurveda, a constitui&ccedil;&atilde;o do homem se ap&oacute;ia em tr&ecirc;s doshas, ou princ&iacute;pios constitutivos b&aacute;sicos, que determinam suas caracter&iacute;sticas som&aacute;ticas assim como o tipo de enfermidades que seu desequil&iacute;brio tende a produzir. Estas tr&ecirc;s doshas, que se chamam Vata, Pitta e Capa, est&atilde;o presentes em todos os humanos, mas em propor&ccedil;&otilde;es diferentes. Dentro do ayurveda, s&atilde;o muito importantes as pr&aacute;ticas de higiene corporal, a utiliza&ccedil;&atilde;o dos alimentos e condimentos adequados para o tipo particular do paciente.</p>
<p style="text-align: justify;">A ioga mais que um m&eacute;todo de relaxamento &eacute; uma filosofia de vida, cujo fim &eacute; obter a uni&atilde;o do corpo, a mente e o esp&iacute;rito. Mediante a realiza&ccedil;&atilde;o de diferentes posturas, o relaxamento e a medita&ccedil;&atilde;o, consegue-se um estado de paz mental, onde se consegue baixar a ansiedade. Existem diferentes tipos de ioga, embora todos tenham o mesmo objetivo.</p>
<p style="text-align: justify;">H&aacute; centenas de anos, a humanidade sempre se preocupou por seu bem-estar, tanto em seus aspectos internos, como em seus aspectos externos. Em igual nas leis herm&eacute;ticas, um de seus apotegmas &eacute; &#8220;como &eacute; acima &eacute; abaixo&#8221;, transladando-o a nosso microuniverso, que &eacute; nosso corpo, como &eacute; dentro &eacute; fora, ou, &#8220;que os olhos s&atilde;o o reflexo da alma&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Certo &eacute;, que, olhando nos olhos, quase se pode ver a alma das pessoas, isso sabem bem as pessoas do deserto, que utilizam o afamado “p&oacute; cinza” (kohol), para iluminar seus olhares, lhes dar brilho e proteger-se tamb&eacute;m, como n&atilde;o, das inclem&ecirc;ncias meteorol&oacute;gicas, entre outras, do reflexo da areia em suas retinas. J&aacute; sabemos que um olhar bonito acentua mais a comunica&ccedil;&atilde;o entre as pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Igual a nos olhares, a cor dos l&aacute;bios &eacute; importante, entre outras coisas, por pr&oacute;pria sa&uacute;de: sabe-se em terap&ecirc;utica, que a cor dos l&aacute;bios determina a oxigena&ccedil;&atilde;o do sangue, e tamb&eacute;m &eacute; um primeiro sintoma de melancolia ou de alegria. Conhecedores disto, tamb&eacute;m temos resgatado da tradi&ccedil;&atilde;o os &#8220;p&oacute;s vermelhos&#8221;, que fazem, ou pelo menos tentam imitar, esse processo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os cabelos, outro sintoma do estado da alma e do f&iacute;sico, tanto se tem arrumada, como colorida. Comentar que as primeiras tinturas eram extra&iacute;das de cascas de &aacute;rvores, &agrave;s vezes inclusive, misturadas com terras e com refugos de minas minerais, para fazer que o cabelo vivesse com sua maior plenitude, e fortalec&ecirc;-lo. Assim, resgatamos a henna, utilizado h&aacute; centenas de anos para estas necessidades.</p>
<p style="text-align: justify;">E por &uacute;ltimo, o toque final, que nunca tem que deixar de utilizar: o perfume, importante complemento, tirado dos aromas mais sutis da natureza, e que agradam nosso estado de &acirc;nimo, e que, devidamente utilizados, podem-nos transportar a outras &eacute;pocas e a outros lugares. A norma cl&aacute;ssica do perfume &eacute;: leve, mas sensual, &eacute; algo que se leva, que n&atilde;o pesa nada, mas que inspira sensa&ccedil;&otilde;es. Conhecedores de tudo isto tamb&eacute;m, em todos os pa&iacute;ses &aacute;rabes, foram grandes especialistas em arrancar da natureza o que de sutil e essencial, e tamb&eacute;m por que n&atilde;o, especial, tinha para nos dar: sua ess&ecirc;ncia.</p>
<p style="text-align: justify;">Como ponto final, o alm&iacute;scar, onde os haja, perfume exclusivo e especial, harmonizador de todos eles, e que em seu seio, leva a faculdade de despertar o instinto de cria&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que em sua composi&ccedil;&atilde;o, t&atilde;o sutil, est&aacute; &agrave; base para despertar todas as gl&acirc;ndulas hormonais, entre elas, a grande m&atilde;e, a hip&oacute;fise.</p>
<p><strong>Tradu&ccedil;&atilde;o:</strong> Teu Corpo.com.br</p>
<p><strong>Refer&ecirc;ncia:</strong> http://www.esencialidad.com/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=349&amp;Itemid=463</p>
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		<title>Como ser bonito(a)</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 19:54:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>teu-corpo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[atração]]></category>
		<category><![CDATA[atrativo]]></category>
		<category><![CDATA[como ser bonito]]></category>

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		<description><![CDATA[Acredita que n&#227;o &#233; bonito?
O problema &#233; que nunca deixamos de nos atormentar por causa de nossos defeitos. Mas se nos v&#237;ssemos da mesma maneira como fazem os outros, ter&#237;amos uma melhor opini&#227;o de n&#243;s mesmos. Acontece que o conhecimento que cada pessoa tem de si &#233; o segredo de beleza melhor guardado de todos.
N&#227;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Acredita que n&atilde;o &eacute; bonito?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O problema &eacute; que nunca deixamos de nos atormentar por causa de nossos defeitos. Mas se nos v&iacute;ssemos da mesma maneira como fazem os outros, ter&iacute;amos uma melhor opini&atilde;o de n&oacute;s mesmos. Acontece que o conhecimento que cada pessoa tem de si &eacute; o segredo de beleza melhor guardado de todos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>N&atilde;o se sinta mal pelo fato de querer ser belo(a)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img title="Como ser bonito" src="/wp-content/uploads/beleza/como_ser_atrativo/atractivo2.jpg" border="0" alt="Como ser bonito" width="148" height="95" align="left" />As pessoas de apar&ecirc;ncia agrad&aacute;vel recebem um tratamento especial em todos os lados, tanto da parte de estranhos como de seus chefes e, inclusive, de suas m&atilde;es. Estas pessoas obt&ecirc;m verdadeiros benef&iacute;cios sociais e econ&ocirc;micos na vida: desde numerosas proposi&ccedil;&otilde;es amorosas at&eacute; condena&ccedil;&otilde;es menos severas nos tribunais. Para o resto de n&oacute;s n&atilde;o fica mais que amaldi&ccedil;oar as vantagens que tem a beleza pelo simples fato de que acreditamos que nunca poderemos formar parte do clube dos lindos. Ou estou me equivocando?</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se trata de julgar nossa apar&ecirc;ncia, n&atilde;o nos aproximamos sequer do objetivo. Outros v&ecirc;em nosso corpo em conjunto, enquanto que n&oacute;s, cada vez que nos olhamos no espelho, n&atilde;o fazemos outra coisa que dirigir a aten&ccedil;&atilde;o imediatamente para nossos defeitos. Essa protuber&acirc;ncia no nariz de sua amiga? &Eacute; seu charme! Confere-lhe personalidade! Mas em voc&ecirc;, essa coisa no nariz lhe desfigura totalmente o rosto. A opini&atilde;o que temos sobre nosso aspecto f&iacute;sico tamb&eacute;m obedece a uma quest&atilde;o de capricho. Podemos nos sentir a pessoa mais atrativa de uma festa, mas a mais desalinhada em outra, e tudo na mesma noite. Se n&atilde;o pudermos confiar em nosso pr&oacute;prio julgamento, ou na opini&atilde;o de nossos familiares ou amigos, ficamos a merc&ecirc; do que digam terceiros para satisfazer a curiosidade que sentimos a respeito de nossa apar&ecirc;ncia.</p>
<p style="text-align: justify;">A boa not&iacute;cia &eacute; que o mais certo &eacute; que sejamos mais atrativos do que pensamos. Tudo se reduz, em parte, a uma quest&atilde;o de aten&ccedil;&atilde;o limitada. Outros est&atilde;o muito ocupados com sua pr&oacute;pria apar&ecirc;ncia para criticar a nossa. Se sempre estivermos pendentes com nosso corpo (como procuram fazer as mulheres), ou se n&atilde;o nos sentimos t&atilde;o c&ocirc;modos em p&uacute;blico, &eacute; porque quase —com toda seguran&ccedil;a— nosso f&iacute;sico desperta um interesse e uma satisfa&ccedil;&atilde;o muito maior de que acreditamos ter. Al&eacute;m disso, todos temos a habilidade inata de mudar a maneira como os outros nos v&ecirc;em, sem a necessidade de recorrer a nenhum tipo de transforma&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. Quando n&oacute;s estamos convencidos de que somos atrativos, as outras pessoas nos v&ecirc;em de uma perspectiva mais favor&aacute;vel. Chame-o de uma mudan&ccedil;a interior, se assim o desejar. Entender a vis&atilde;o que temos de nossa apar&ecirc;ncia pode nos ajudar a que n&atilde;o nos obcequemos tanto pelo aspecto f&iacute;sico e, por conseguinte, a que pensemos melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que ser&aacute; que a opini&atilde;o que n&oacute;s formamos a respeito de nossa apar&ecirc;ncia &eacute; t&atilde;o alterada?<br />
Um passeio pelo parque pode fazer com que troquemos a vis&atilde;o que temos sobre nosso corpo. O c&eacute;rebro tem um “sex&iacute;metro” instalado que nunca deixa de reunir informa&ccedil;&atilde;o. Os psic&oacute;logos o chamam de o “efeito do contraste”: nos sentimos belos quando estamos rodeados de pessoas feias, e feios quando estamos com pessoas bonitas. Estas compara&ccedil;&otilde;es sociais n&atilde;o s&oacute; acontecem quando, de maneira deliberada, aprovamos ou n&atilde;o &agrave;s pessoas que passam do nosso lado; tamb&eacute;m ocorrem constante e automaticamente. A um grupo de pessoas lhe mostraram imagens subliminares de rostos femininos bonitos e formosos, enquanto que a outro mostraram fotos instant&acirc;neas de rostos de mulheres feias. No final do estudo, os primeiros afirmaram sentirem-se menos atrativos em compara&ccedil;&atilde;o com a opini&atilde;o que tiveram os participantes do segundo de si mesmos. O conceito que temos de nosso aspecto f&iacute;sico se fundamenta em milhares destas compara&ccedil;&otilde;es.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Tenho uma estatura de 1,52 m e algumas curvinhas. Meu corpo me agrada”</em>, afirma Deanna Melluso, uma cosmet&oacute;loga de Nova Iorque que maquia modelos para sess&otilde;es de fotos para revistas e espet&aacute;culos. <em>“Mas quando estou rodeada de mulheres esbeltas todo o dia come&ccedil;o a me sentir gorda. Logo que saio do atelier, volto a me sentir normal. Penso que estava em um mundo irreal”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">O fato de que a condi&ccedil;&atilde;o social das mulheres est&aacute; sujeita com freq&uuml;&ecirc;ncia ao aspecto que tenham seus rostos e corpos &eacute;, possivelmente, a raz&atilde;o porque elas s&atilde;o particularmente suscet&iacute;veis a este fen&ocirc;meno. <em>“Quando &agrave;s mulheres comparam seu f&iacute;sico geralmente ou fazem com uma beleza idealizada, como a de uma modelo de passarela”</em>, explica Richard Robins, professor de Psicologia d&aacute; Universidade da Calif&oacute;rnia, em Davis. <em>“Em geral, quando os homens, e tamb&eacute;m &agrave;s mulheres, comparam sua intelig&ecirc;ncia, n&atilde;o o fazem com Albert Einstein, mas sim com algu&eacute;m comum”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A um grupo de homens e mulheres lhes pediu que resolvessem uma s&eacute;rie de problemas matem&aacute;ticos. Os resultados dos homens foram iguais aos das mulheres na parte em que todos estavam trabalhando completamente vestidos. Mas quando foi pedido que fizessem os c&aacute;lculos em traje de banho, as mulheres n&atilde;o se sa&iacute;ram t&atilde;o bem como os homens. Estavam muito nervosas perguntando-se como se veriam, o que lhes impediu de resolver os problemas corretamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>N&oacute;s somos os ju&iacute;zes mais severos de nossa pr&oacute;pria beleza</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img title="Como ser atrativo" src="/wp-content/uploads/beleza/como_ser_atrativo/atractivo3.jpg" border="0" alt="Como ser atrativo" width="150" height="95" align="right" />Todos somos mais severos ao julgar nossa apar&ecirc;ncia quando estamos totalmente pendentes com nosso corpo, como quando estamos fazendo uma apresenta&ccedil;&atilde;o ante os colegas de trabalho. Apesar disso, as pessoas que sentem acanhamento estando em p&uacute;blico sofrem este fen&ocirc;meno o tempo todo. Cada um de n&oacute;s conhece algu&eacute;m assim: uma amiga que nunca sai de sua casa, nem sequer para tomar um cafezinho, sem se produzir toda. Para outros, estas pessoas s&atilde;o, no geral, mais atrativas fisicamente do que acreditam, sustenta William Thornton, professor de Psicologia da Universidade de Maine. Entretanto, esse cuidado pessoal exagerado n&atilde;o consegue corrigir suas “imperfei&ccedil;&otilde;es” internas. Este tipo de pessoa est&aacute; acostumada a comparar-se quase exclusivamente com outras extremamente atrativas, e terminam sentindo-se deprimidas.</p>
<p style="text-align: justify;">&Agrave; medida que nossos rostos e corpos v&atilde;o mudando na inf&acirc;ncia e na adolesc&ecirc;ncia, n&oacute;s formamos uma imagem de n&oacute;s mesmos que dificilmente podemos esquecer quando somos adultos, apesar de antiquada ou equivocada que seja dita imagem. Nem todas as pessoas que detestavam seu f&iacute;sico enquanto cresciam foram meninos feios, indica James Rosen, professor em&eacute;rito de Psicologia da Universidade de Vermont. Alguns foram bonitos, embora tivessem um tra&ccedil;o excepcional. Ou eram muito altos ou muito sardentos, e isso atra&iacute;a olhares e coment&aacute;rios zombadores.</p>
<p style="text-align: justify;">S&atilde;o os mesmos pais quem &agrave;s vezes formam o “espelho interno” dos filhos, explica a psicanalista Vivian Diller. Um menino onde seus pais lhe dizem constantemente que &eacute; feio pode crescer normalmente sem ser afetado por isso. Mais sutil &eacute; o efeito que tem o “brilho em seus olhos”, adiciona. A luz que irradiam os olhos dos pais ante o “simples” feito de ver seus filhos e o regozijo que sentem por seus encantos individuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora o amor dos pais possa refor&ccedil;ar a auto-estima de algumas crian&ccedil;as, n&atilde;o h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre as experi&ecirc;ncias que vivemos na inf&acirc;ncia e a imagem que temos de n&oacute;s mesmos quando somos adultos. Com freq&uuml;&ecirc;ncia, os patos feios se convertem em formosos cisnes, ou v&ecirc;em como seus amigos terminam aceitando sua apar&ecirc;ncia. Donelle Ruwe, que na atualidade se desempenha como professora na Universidade Northern, Arizona, era terrivelmente alta e feia, uma jovenzinha que usava &oacute;culos e aparelhos de ortodontia. Apesar disso, era uma virtuosa do piano. Aos 19 anos, quando acabava de tirar o aparelho, um perito em procurar garotas para concursos de beleza que desejava melhorar o segmento de talentos, lhe sugeriu que se inscrevesse esse ano. Ela o fez, e, para surpresa de todos, foi coroada Miss Meridian, Iowa, em 1985.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Pela primeira vez me senti bonita”</em>, admite. E agora que confiava em sua apar&ecirc;ncia, sentiu-se mais livre para desenvolver seu intelecto. Expressava suas opini&otilde;es em classe e debatia com seus companheiros mais facilmente. <em>“Acredito que quando algu&eacute;m &eacute; t&iacute;mido porque n&atilde;o est&aacute; satisfeito com sua anatomia, uma grande parte de suas emo&ccedil;&otilde;es e pensamentos &eacute; dirigida para seu corpo”</em>, explica. <em>“Mas quando se libera desse acanhamento, pode se relacionar livremente”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, quem &eacute; bonito desde que nasce tamb&eacute;m enfrenta problemas potenciais. H&aacute; meninos muito lindos que podem ser adultos inseguros, em particular se s&oacute; s&atilde;o elogiados por sua beleza f&iacute;sica. Podem criar uma forma de se auto-avaliar extremamente severa. Segundo Heather Patrick, pesquisadora do Col&eacute;gio Baylor de Medicina, estas pessoas desenvolvem o que se chama de “auto-estima dependente”. Se sentem bem em rela&ccedil;&atilde;o com sua apar&ecirc;ncia, s&oacute; se conseguem alcan&ccedil;ar algumas metas espec&iacute;ficas e geralmente muito elevadas, como ter peso corporal determinado. A satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal n&atilde;o entra no espectro de suas possibilidades. Se n&atilde;o satisfazerem suas expectativas, sentem-se horr&iacute;veis.</p>
<p style="text-align: justify;">Carol Alt, uma das garotas que apareceram na capa da revista Sports Illustrated, foi v&iacute;tima deste fen&ocirc;meno em 1995. O fot&oacute;grafo com quem estava realizando uma sess&atilde;o lhe disse que estava fora de peso para usar um biqu&iacute;ni. Depois de passar todo um dia no est&uacute;dio tratando de esconder esses cent&iacute;metros a mais, se despediu e pediu que retornasse a sua casa em Los Angeles. Ali se afundou em uma profunda depress&atilde;o. <em>“Sentia-me gorda e culpada cada vez que comia”</em>, diz. <em>“Acredito que n&atilde;o tinha controle sobre meu corpo, e essa fragilidade era frustrante e aterradora”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Com respeito &agrave; apar&ecirc;ncia f&iacute;sica, igual &agrave; com outros aspectos da vida, agrada-nos mais ser reconhecidos (e nos recuperamos mais rapidamente do fracasso) quando os bons resultados s&atilde;o produtos do esfor&ccedil;o e n&atilde;o unicamente do que nos deu a natureza. Se tivermos sido bonitos desde pequenos s&oacute; podemos agradecer aos genes de nossos pais. Mas se formos atrativos porque investimos tempo e energia em nosso cuidado, todo o m&eacute;rito &eacute; nosso.</p>
<p style="text-align: justify;">Carol Alt explica que agora, aos 45 anos, sente-se mais atrativa do que nunca. A autora de livro Eating in the Raw  (Um guia sobre como emagrecer, sentir-se mais saud&aacute;vel e ver-se mais jovem comendo alimentos crus) conta que depois de modificar sua dieta sua vida mudou completamente. “Agora me sinto mais cortejada quando algu&eacute;m faz um coment&aacute;rio sobre algo pelo qual trabalhei muito duro, como me manter saud&aacute;vel, quando me dizem: <em>&#8220;Voc&ecirc; &eacute; muito bonita!”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A beleza n&atilde;o &eacute; s&oacute; uma quest&atilde;o de sorte ao nascer</p>
<p style="text-align: justify;">Na vida real, longe dos limites artificiais estabelecidos pelas provas de laborat&oacute;rio e as sess&otilde;es de fotografia, nosso f&iacute;sico sempre &eacute; julgado junto com a impress&atilde;o que causam nossa linguagem corporal, voz e temperamento. O encanto pode superar a beleza. Alguns psic&oacute;logos gravaram um grupo de volunt&aacute;rios enquanto entravam em uma resid&ecirc;ncia e se apresentavam a outras duas pessoas. Os condutores do estudo pediram a v&aacute;rios desconhecidos que qualificassem aos participantes em termos de atra&ccedil;&atilde;o fisica, expressividade emotiva e destrezas sociais. As tr&ecirc;s qualidades contribu&iacute;ram para a boa impress&atilde;o geral que causaram os volunt&aacute;rios, mas a atra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica foi o fator menos importante.<br />
A maneira mais f&aacute;cil de influenciar na imagem que outros formam de n&oacute;s &eacute; demonstrar que eles nos agradam, explica as psic&oacute;logas Ann Demarais e Valerie White, autoras do livro First Impressions: What You Dom’t Know About How Others See You (A primeira impress&atilde;o: o que n&atilde;o sabemos sobre a maneira como os outros nos v&ecirc;em). Se mostrarmos interesse no que eles dizem, ou lhes sorrimos ou lhes damos um tapinha no bra&ccedil;o, &eacute; muito prov&aacute;vel que se sintam bajulados, c&ocirc;modos e inclusive mais atra&iacute;dos por n&oacute;s. Algu&eacute;m a quem lhe pare&ccedil;amos simp&aacute;ticos provavelmente n&atilde;o notar&aacute; nossos defeitos. Al&eacute;m disso, ningu&eacute;m se fixa tanto em nossa calv&iacute;cie ou nesses kilinhos a mais que n&oacute;s mesmos.</p>
<p style="text-align: justify;">Demarais e White relataram o caso de um cliente que sofria porque imaginava que as pessoas n&atilde;o faziam mais que estar reparando em seus dentes tortos, que era o tra&ccedil;o f&iacute;sico que mais lhe desagradava. Ao se dar conta de que &agrave;s outras pessoas n&atilde;o se interessavam pelos seus dentes, sentiu-se liberado. <em>“Come&ccedil;ou a sorrir abertamente quando conhecia algu&eacute;m”</em>, contam as psic&oacute;logas. <em>“J&aacute; que ningu&eacute;m reagia horrorizado (ao contr&aacute;rio, o faziam de forma positiva), come&ccedil;ou a sentir-se tranq&uuml;ilo com seu sorriso. Ao estar mais c&ocirc;modo consigo mesmo, come&ccedil;ou a ser mais atrativo para os outros”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A maioria de n&oacute;s teve a misteriosa experi&ecirc;ncia de ver como algu&eacute;m fica cada vez mais belo com o tempo, &agrave; medida que aprofundamos nossa rela&ccedil;&atilde;o com ela ou ele. Imaginamos que sempre somos vistos atrav&eacute;s do cristal de um olhar generoso, e que em pouco tempo observamos um reflexo mais agrad&aacute;vel nos olhos de outros. Pode ser que n&atilde;o apaguemos o “sex&iacute;metro” de nosso c&eacute;rebro, mas &eacute; muito prov&aacute;vel que passemos menos tempo preocupados frente ao espelho e mais tempo compartilhando com o resto do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como sentir-se mais atrativo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tenha a melhor opini&atilde;o de si mesmo. Pense que a beleza profissional &eacute; uma maravilha da est&eacute;tica, e um acidente da gen&eacute;tica. Al&eacute;m disso, essas pessoas a quem voc&ecirc; tanto inveja sua apar&ecirc;ncia est&atilde;o muito ocupadas comparando-se com outras inclusive mais belas. <em>“Nunca acreditei que sou bonita”</em>, afirma Carol Alt, a supermodelo dos anos 80. <em>“Havia algumas garotas que ao entrar em um sal&atilde;o monopolizavam o olhar de todos. Nicolette Sheridan (hoje uma das atrizes da s&eacute;rie Desperate Housewives) era uma delas. Uau! Que mulher!”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cuidado com suas rela&ccedil;&otilde;es</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Uma das condi&ccedil;&otilde;es do ser humano &eacute; ver-se atrav&eacute;s dos olhos de outros”</em>, explica Ellen McGrath, psic&oacute;loga cl&iacute;nica e presidente do The Bridge Coaching Institute. Nossos parceiros(as) influem significativamente na vis&atilde;o que temos de n&oacute;s mesmos. Se nos derem uma boa dose de carinho e aceita&ccedil;&atilde;o, <em>“&eacute; como nos sentir &agrave; luz de velas em um jantar rom&acirc;ntico; nos v&ecirc;em da melhor maneira poss&iacute;vel”</em>, afirma McGrath. Se estamos rodeados de pessoas criticas terminaremos nos julgando em termos igualmente severos. Se voc&ecirc; acreditar que n&atilde;o &eacute; atrativo, seu parceiro(a) pode ter influenciado sutilmente em sua maneira de pensar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>N&atilde;o se trata de voc&ecirc;!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As pessoas t&iacute;midas sempre se consideram menos atrativas em compara&ccedil;&atilde;o com a maneira em que os outros a v&ecirc;em. <em>“Quando nos acostumamos a centrar a aten&ccedil;&atilde;o em n&oacute;s mesmos nos fazemos mais autocr&iacute;ticos”</em>, indica Bernie Carducci, professor de Psicologia da Universidade de Indiana. Se nos obrigarmos a nos aproximar de outros e faz&ecirc;-los sentir c&ocirc;modos, nossas inseguran&ccedil;as desaparecer&atilde;o. <em>“V&aacute; a uma festa com um grupo de amigos e automaticamente se ver&aacute; mais atrativo”, afirma Carducci. “Isso se chama capital social, e indica que voc&ecirc; sabe como dirigir &agrave;s outras pessoas e as manter unidas”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Voc&ecirc; desempenha um papel chave</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Seu corpo &eacute; um objeto est&aacute;tico que deve ser observado ou uma m&aacute;quina em funcionamento? As mulheres sempre est&atilde;o pensando em como melhorar seus corpos. Em contrapartida, os homens se preocupam mais em qu&atilde;o bem podem funcionar, afirma Stephen Franzol, professor de Psicologia. <em>“Se considerar que seu corpo &eacute; uma m&aacute;quina, o v&ecirc; como algo que pode transformar”</em>, adiciona. <em>“Esta vis&atilde;o proativa transfere o centro de poder para voc&ecirc; mesmo, e n&atilde;o para a pessoa que observa e julga seu corpo”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Transforme-se interiormente</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Cuide-se das correntes de pensamento negativo. <em>“Substitua os pensamentos autodestrutivos como ‘minhas coxas s&atilde;o muito gordas e feias’ por afirma&ccedil;&otilde;es mais neutras como ‘minhas coxas s&atilde;o largas e musculosas”</em>, sugere James Rosen, professor em&eacute;rito de Psicologia na Universidade de Vermont. Dedique mais tempo a outros aspectos de sua imagem. <em>“Pense nas qualidades pelas que outros o consideram uma pessoa agrad&aacute;vel: possivelmente porque respeitam sua compet&ecirc;ncia ou porque voc&ecirc; &eacute; carinhoso e interessante. No mais, estas caracter&iacute;sticas s&atilde;o mais importantes para o atrativo de uma pessoa que a mera apar&ecirc;ncia f&iacute;sica”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Seja uma pessoa excepcional</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Carducci, que tamb&eacute;m tenta superar seu pr&oacute;prio acanhamento, esfor&ccedil;a-se n&atilde;o s&oacute; em ser a pessoa mais atrativa em qualquer lugar que esteja, mas tamb&eacute;m em ser o mais bem vestido. <em>“Minhas roupas favoritas s&atilde;o uma camisa de algod&atilde;o amarela, uma gravata vermelha com estampados geom&eacute;tricos, um par de sapatos e uma jaqueta de quadros. O que intento lhe dizer &agrave;s pessoas &eacute;: ‘Estou aqui para faz&ecirc;-la estar bem’. Quando usamos um tipo de roupa que reflete quem sou &eacute; mais f&aacute;cil para os outros conversar conosco. N&atilde;o se trata do atrativo, mas sim de qu&atilde;o acess&iacute;vel n&oacute;s somos”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinta-se melhor &agrave; medida que passam os anos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nos amedronta ter que envelhecer, mas h&aacute; provas de que muitas pessoas se sentem mais atrativas com o passar dos anos. <em>“As mulheres mais velhas procuram se livrar do acanhamento”</em>, afirma Leslie Goldman, autora do livro Locker Room Diaries (Di&aacute;rio de vesti&aacute;rio), um relato de seu estudo etnogr&aacute;fico sobre a conduta das mulheres no gin&aacute;sio. <em>“Nunca antes tinha visto uma mulher de mais de 60 anos correr para um banho para se trocar ou dar uma olhada r&aacute;pida para tirar a toalha”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A beleza n&atilde;o &eacute; uma panac&eacute;ia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No geral, as pessoas de apar&ecirc;ncia agrad&aacute;vel n&atilde;o s&atilde;o mais felizes que quem &eacute; menos desprovida da beleza. O otimismo, a esperan&ccedil;a, as rela&ccedil;&otilde;es gratificantes e o significado e o prop&oacute;sito da vida influem muito mais na felicidade que o simples aspecto f&iacute;sico.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“N&atilde;o me interpretem mal. &Agrave;s vezes recebo um tratamento especial devido a minha condi&ccedil;&atilde;o de celebridade”</em>, afirma Carol Alt. <em>“Mas tamb&eacute;m sofri muito. Sou divorciada e perdi meu pai e meu irm&atilde;o. N&atilde;o acredito que o destino se ap&oacute;ie em nossa apar&ecirc;ncia f&iacute;sica para decidir o que vai acontecer”</em>.</p>
<p><strong>Traduzido pela equipe Teu Corpo.com.br</strong></p>
<p>Refer&ecirc;ncia: http://www.esencialidad.com/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=348&amp;Itemid=468</p>
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		<title>Fazer exerc&#237;cio</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 15:32:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>teu-corpo</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Os h&aacute;bitos do homem moderno, que passa dias inteiros sentado frente a um escrit&oacute;rio ou uma tela, fazem inevit&aacute;vel que a aptid&atilde;o f&iacute;sica se perca com a idade. Mas, deve ser isso motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o? Certamente que sim, porque a inatividade tamb&eacute;m p&otilde;e em risco a sa&uacute;de e a vida. O movimento &eacute; parte normal da vida do ser humano: ningu&eacute;m que tenha visto brincar de correr as crian&ccedil;as pode duvidar.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos adultos, entretanto, nossa natural inclina&ccedil;&atilde;o e capacidade para o exerc&iacute;cio se v&atilde;o minando a for&ccedil;a de desempenhar trabalhos sedent&aacute;rios, gozar de c&ocirc;modos meios de transporte e praticar passatempos est&aacute;ticos, como ler ou ver televis&atilde;o. &Eacute; necess&aacute;rio, pois, empreender um exerc&iacute;cio planejado, n&atilde;o s&oacute; para se manter em forma, mas tamb&eacute;m para rebater os efeitos nocivos da vida sedent&aacute;ria, entre eles a hipertens&atilde;o e a acumula&ccedil;&atilde;o de colesterol nas art&eacute;rias. Outra finalidade &eacute; simplesmente sentir-se melhor; o exerc&iacute;cio constante alivia a tens&atilde;o muscular e o estresse, o que promove o bem-estar f&iacute;sico e mental.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que significa estar em forma</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas acreditam erroneamente que os programas de exerc&iacute;cios para ficar em forma servem para desenvolver cora&ccedil;&atilde;o e pulm&otilde;es de propor&ccedil;&otilde;es “atl&eacute;ticas”. No entanto, a capacidade pulmonar &eacute; acima de tudo uma caracter&iacute;stica heredit&aacute;ria que dificilmente ser&aacute; trocada. Tampouco seria saud&aacute;vel que o cora&ccedil;&atilde;o aumentasse de tamanho; pelo contr&aacute;rio, poderia ser sintoma de uma enfermidade. O prop&oacute;sito de um programa dessa &iacute;ndole, chamado de condicionamento aer&oacute;bico, consiste em melhorar a aptid&atilde;o f&iacute;sica aumentando a efici&ecirc;ncia desses &oacute;rg&atilde;os, junto com a do sangue, os copos sang&uuml;&iacute;neos e os m&uacute;sculos.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo exerc&iacute;cio implica no movimento dos m&uacute;sculos; a energia necess&aacute;ria para isso procede da decomposi&ccedil;&atilde;o da glicose e, indiretamente, das graxas, na malha muscular. A quantidade de energia produzida depende de quanto oxig&ecirc;nio chegue at&eacute; as c&eacute;lulas atrav&eacute;s do sangue.</p>
<p style="text-align: justify;">Se movermos constantemente um grupo de m&uacute;sculos (por exemplo, elevando um bra&ccedil;o por cima da cabe&ccedil;a uma vez por segundo), logo sentiremos dor nele. A causa da dor &eacute; que o grupo muscular consumiu o oxig&ecirc;nio dispon&iacute;vel e segue trabalhando sem ele, e mais a costa de uma acumula&ccedil;&atilde;o de &aacute;cido l&aacute;tico, que lhe produz c&atilde;ibras.</p>
<p style="text-align: justify;">Em uma pessoa que est&aacute; em forma, o sangue transporta maior quantidade de oxig&ecirc;nio aos m&uacute;sculos, lhes permitindo trabalhar mais tempo sem que lhes sobrevenham c&atilde;ibras. A grande aflu&ecirc;ncia de oxig&ecirc;nio se deve a uma maior capacidade de transporte do sangue, que &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia, por sua vez, de um eficiente interc&acirc;mbio de oxig&ecirc;nio e bi&oacute;xido de carbono nos pulm&otilde;es. A capacidade dos m&uacute;sculos para extrair o oxig&ecirc;nio do sangue tamb&eacute;m aumenta com o exerc&iacute;cio, j&aacute; que este incrementa o n&uacute;mero de mitoc&ocirc;ndrias (partes das c&eacute;lulas encarregadas de produzir energia em troca de oxig&ecirc;nio e glicose) presentes neles. Um m&uacute;sculo exercitado &eacute; capaz de realizar mais trabalho, e para isso n&atilde;o se esfor&ccedil;a tanto como antes do condicionamento. Al&eacute;m disso, pode trabalhar mais tempo e produzir mais energia sem acumular &aacute;cido l&aacute;tico nem sofrer c&atilde;ibras.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o cora&ccedil;&atilde;o &eacute; um m&uacute;sculo, tamb&eacute;m se beneficia com o condicionamento. A tarefa do m&uacute;sculo card&iacute;aco &eacute; bombear sangue a todo o organismo: primeiro aos pulm&otilde;es, onde este pega oxig&ecirc;nio, logo depois de volta ao pr&oacute;prio cora&ccedil;&atilde;o e, por &uacute;ltimo, a outros &oacute;rg&atilde;os e malhas. A bomba card&iacute;aca realiza este trabalho por meio de batimentos do cora&ccedil;&atilde;o (contra&ccedil;&otilde;es e dilata&ccedil;&otilde;es), que s&atilde;o percept&iacute;veis no pulso.</p>
<p style="text-align: justify;">A maior ou menor aflu&ecirc;ncia de sangue ao corpo n&atilde;o s&oacute; depende da freq&uuml;&ecirc;ncia com que pulsa o cora&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m da quantidade de sangue que este bombeia em cada pulsada. Como o m&uacute;sculo card&iacute;aco adquire elasticidade com o exerc&iacute;cio, suas contra&ccedil;&otilde;es se tornam mais eficientes e impulsionam mais sangue; assim, fazem falta menos pulsadas para subministrar a mesma quantidade de oxig&ecirc;nio sang&uuml;&iacute;neo no corpo, e o cora&ccedil;&atilde;o pode trabalhar mais devagar que antes de ficar em forma. A diminui&ccedil;&atilde;o do ritmo card&iacute;aco &eacute; not&oacute;ria depois de algumas semanas de condicionamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Escolha do exerc&iacute;cio</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas praticam uma gin&aacute;stica com pesos leves para melhorar sua imagem. Os movimentos repetitivos desses exerc&iacute;cios fazem trabalhar o cora&ccedil;&atilde;o e aumenta o consumo de oxig&ecirc;nio, o que constitui uma forma de condicionamento aer&oacute;bico. Entretanto, o verdadeiro levantamento de pesos &eacute; um exerc&iacute;cio muito distinto, destinado a adquirir for&ccedil;a e desenvolver os m&uacute;sculos; os esfor&ccedil;os que implica s&atilde;o moment&acirc;neos e muito grandes, e aumentam pouco a efici&ecirc;ncia do cora&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora seja poss&iacute;vel combinar exerc&iacute;cios dos dois tipos para obter um duplo beneficio, ter&aacute; que conhecer suas diferen&ccedil;as, sobre tudo no caso de pessoas de idade amadurecida que n&atilde;o est&atilde;o em forma. O levantamento de pesos produz fortes contra&ccedil;&otilde;es musculares e exerce press&atilde;o nos copos sang&uuml;&iacute;neos, o que pode elevar perigosamente a press&atilde;o arterial. O que falamos anteriormente constitui um risco que deve se ter em conta antes de se decidir levantar pesos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando n&atilde;o se tem feito exerc&iacute;cio durante anos e se decide empreender um programa de condicionamento aer&oacute;bico, ter&aacute; que escolher o tipo de exerc&iacute;cio mais conveniente e saber se for necess&aacute;rio consultar o m&eacute;dico. Vale lembrar que um exame m&eacute;dico s&oacute; pode revelar os transtornos que j&aacute; ocorrem, e n&atilde;o as poss&iacute;veis conseq&uuml;&ecirc;ncias do exerc&iacute;cio.</p>
<p style="text-align: justify;">A melhor op&ccedil;&atilde;o consiste em praticar um exerc&iacute;cio que agrade e para o que se tenha certa facilidade. Se n&atilde;o estiver em forma, conv&eacute;m primeiro aumentar o grau de atividade cotidiana: mover-se com mais rapidez, usar escadas em vez de elevadores, n&atilde;o utilizar o autom&oacute;vel para percorrer dist&acirc;ncias curtas, descer do &ocirc;nibus uma parada antes do destino e completar a viagem caminhando. Nos fins de semana ter&aacute; que dar passeios a p&eacute; ou praticar atividades ao ar livre.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez que se esteja preparado para o programa, deve-se come&ccedil;ar pouco a pouco e nunca se esfor&ccedil;ar at&eacute; o grau de se sentir inc&ocirc;modo. O esfor&ccedil;o n&atilde;o deve ser tanto que se impe&ccedil;a, por exemplo, de sustentar uma conversa com um companheiro de exerc&iacute;cio. A menos que se pratique um esporte profissionalmente, n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio chegar mais longe; mesmo assim se obter&atilde;o os benef&iacute;cios do condicionamento.</p>
<p style="text-align: justify;">O prop&oacute;sito de todo programa de condicionamento aer&oacute;bico &eacute; manter acelerado o ritmo card&iacute;aco, dentro de certos limites, para aumentar com o tempo a elasticidade do cora&ccedil;&atilde;o e o consumo de oxig&ecirc;nio nos m&uacute;sculos. O objetivo imediato &eacute; elevar ao m&aacute;ximo o &iacute;ndice de absor&ccedil;&atilde;o de oxig&ecirc;nio do corpo, que guarda rela&ccedil;&atilde;o com o ritmo card&iacute;aco e, por conseguinte, com o pulso, o qual pode se medir facilmente e indica se o esfor&ccedil;o basta para produzir o efeito desejado.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora toda atividade f&iacute;sica consuma energia, n&atilde;o todas o fazem na medida suficiente para produzir o efeito de condicionamento. Os exerc&iacute;cios em que se movem os grandes grupos musculares das extremidades, como a corrida, a nata&ccedil;&atilde;o, o ciclismo, o esqui e o remo, s&atilde;o os que t&ecirc;m esse efeito. Por regra geral, o condicionamento s&oacute; se consegue se o exerc&iacute;cio eleva o ritmo do metabolismo corporal entre 6 e 10 unidades metab&oacute;licas. Uma unidade metab&oacute;lica equivale ao ritmo do metabolismo quando o corpo est&aacute; em repouso; as atividades da vida di&aacute;ria elevam esse ritmo segundo o grau de esfor&ccedil;o que exigem, mas s&oacute; as muito en&eacute;rgicas o fazem alcan&ccedil;ar as seis unidades requeridas para culminar o acondicionamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os exerc&iacute;cios que exigem de 6 a 7 unidades metab&oacute;licas est&atilde;o &agrave; caminhada r&aacute;pida, o ciclismo a 18 km/h, o esqui aqu&aacute;tico e os jogos singelos de badminton e t&ecirc;nis. Por outro lado, o correr a 8 km/h, o ciclismo a 19 km/h, a equita&ccedil;&atilde;o, a nata&ccedil;&atilde;o, o esqui sobre a neve, o h&oacute;quei sobre gelo, o alpinismo, o remo, o futebol e o bal&eacute; requerem entre 7 e 8 unidades metab&oacute;licas, enquanto que a corrida a 9 km/h, o ciclismo a 21 km/h, o squash, o basquete, as regatas e competi&ccedil;&atilde;o de t&ecirc;nis consomem entre 8 e 10 unidades.</p>
<p style="text-align: justify;">A corrida e o trote s&atilde;o sem d&uacute;vida os exerc&iacute;cios mais populares no mundo ocidental. Podem se praticar quase em todas as partes e sem maiores equipamentos que um par de t&ecirc;nis especiais com boa amortiza&ccedil;&atilde;o. Mesmo assim, n&atilde;o est&atilde;o isentos de inconvenientes; al&eacute;m dos riscos pr&oacute;prios do tr&aacute;fego e a contamina&ccedil;&atilde;o do ar, podem ficar aborrecidos e, se praticarem sobre pisos duros, causa transtornos musculares, entorses e les&otilde;es nos joelhos. Em segundo lugar preferivelmente est&atilde;o os exerc&iacute;cios aer&oacute;bicos, movimentos repetitivos que se realizam ao ritmo de certa m&uacute;sica. Podem se praticar em casa com o uso de m&uacute;sica adequada ou em um grupo dirigido por um instrutor. Recentemente se aprecia muito o valor da caminhada, e muitos m&eacute;dicos recomendam hoje a seus pacientes, embora pare&ccedil;a que deve ser r&aacute;pida para que surta efeito. Com a caminhada r&aacute;pida se evitam os riscos de exerc&iacute;cios mais en&eacute;rgicos, mas, em troca, n&atilde;o se adquire tanta flexibilidade muscular e articular. Conv&eacute;m, portanto, combin&aacute;-la com exerc&iacute;cios de estiramento das curvas e as panturrilhas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quanto exerc&iacute;cio conv&eacute;m fazer</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se n&atilde;o se tiver o h&aacute;bito do exerc&iacute;cio, e sobre tudo se a sa&uacute;de for delicada, ter&aacute; que come&ccedil;ar com cautela, vigiando as rea&ccedil;&otilde;es do organismo ao esfor&ccedil;o. Como j&aacute; se disse, n&atilde;o ter&aacute; que exceder o tempo em que perdure o bem-estar, at&eacute; se este &eacute; s&oacute; de alguns minutos a princ&iacute;pio. A meta deve ser chegar pouco a pouco a tr&ecirc;s per&iacute;odos semanais de exerc&iacute;cio, cada um de 45 a 60 minutos de dura&ccedil;&atilde;o. Uma vez que se alcance esse tempo, conv&eacute;m dedicar a metade de cada per&iacute;odo a manter o ritmo card&iacute;aco de condicionamento. Para chegar a essa etapa &eacute; freq&uuml;ente requerer um programa de 10 semanas. O condicionamento n&atilde;o se nota at&eacute; o final do programa, mas uma vez que este se completa bastam dois per&iacute;odos semanais de exerc&iacute;cio para conservar a aptid&atilde;o f&iacute;sica.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas s&oacute; fazem exerc&iacute;cio de maneira ocasional, mas se entregam a ele com a maior energia de que s&atilde;o capazes a fim de “aumentar” seus benef&iacute;cios. Na realidade acontece justamente o contr&aacute;rio. Um encontro de squash cada duas ou tr&ecirc;s semanas, por exemplo, n&atilde;o reporta condicionamento algum e, em troca, aumenta o risco de les&otilde;es. A pr&aacute;tica regular e gradual &eacute; muito mais eficaz e menos perigosa.</p>
<p style="text-align: justify;">A maioria das les&otilde;es produzidas pelos exerc&iacute;cios s&atilde;o musculares ou afetam &agrave;s articula&ccedil;&otilde;es do tornozelo, o joelho ou o quadril. Para acautelar as primeiras ter&aacute; que evitar os esfor&ccedil;os excessivos e adotar um programa que inclua gin&aacute;stica e per&iacute;odos de condicionamento em que o esfor&ccedil;o m&aacute;ximo se alcance pouco a pouco.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, as les&otilde;es articulares, relativamente comuns ao praticar a corrida e os exerc&iacute;cios aer&oacute;bicos, devem-se ao tamborilar cont&iacute;nuo dos p&eacute;s contra um piso duro. Al&eacute;m de usar t&ecirc;nis especiais de boa qualidade, com uma grossa capa de amortiza&ccedil;&atilde;o, conv&eacute;m treinar exerc&iacute;cios aer&oacute;bicos de baixo impacto, em que os movimentos dos p&eacute;s n&atilde;o considere sacudir o corpo. Alguns gin&aacute;sios contam com bandas de borracha tensas que absorvem o impacto de m&atilde;os e p&eacute;s, o que aumenta o esfor&ccedil;o e diminui o risco de les&otilde;es.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Virtudes do exerc&iacute;cio</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O condicionamento aer&oacute;bico, unido a uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, coloca na linha &agrave;s pessoas com excesso de peso. Os resultados n&atilde;o s&atilde;o imediatos: uma corrida de 1 km n&atilde;o faz consumir mais calorias que as que se ingerem com uma fatia de bolo, mas, o exerc&iacute;cio aumenta o ritmo de decomposi&ccedil;&atilde;o dos alimentos, de modo que uma menor quantidade deles se armazena em forma de graxa corporal.</p>
<p style="text-align: justify;">O exerc&iacute;cio tamb&eacute;m diminui o grau de nocividade do colesterol, uma subst&acirc;ncia graxa do sangue cuja acumula&ccedil;&atilde;o no interior das art&eacute;rias dificulta a circula&ccedil;&atilde;o e aumenta o risco de sofrer enfartes e outros transtornos card&iacute;acos. Existem duas formas de colesterol; uma delas, a lipoprote&iacute;na de baixa densidade, aumenta o risco de enfarte, enquanto que a outra, a lipoprote&iacute;na de alta densidade, o reduz. Acredita-se que o exerc&iacute;cio incrementa o n&iacute;vel da forma ben&eacute;fica no sangue, por isso tem um efeito preventivo do enfarte. Embora antes se pensasse que s&oacute; um exerc&iacute;cio muito en&eacute;rgico (por exemplo, correr ao menos 10 km uma vez por semana) tinha esse efeito, hoje em dia se considera que tamb&eacute;m os exerc&iacute;cios moderados o t&ecirc;m.</p>
<p style="text-align: justify;">O risco de enfarte tamb&eacute;m diminui de outras maneiras com o exerc&iacute;cio: a press&atilde;o arterial se reduz, inclusive com o s&oacute; feito de diminuir o peso; alguns fumantes descobrem que o exerc&iacute;cio os estimula a deixar o cigarro, e muitas pessoas come&ccedil;am a se preocupar em levar uma vida mais saud&aacute;vel, quer dizer, vigiar a dieta e o peso, abster do tabaco e tratar de reduzir o estresse.</p>
<p style="text-align: justify;">O exerc&iacute;cio desencadeia no organismo a secre&ccedil;&atilde;o de algumas subst&acirc;ncias chamadas endorfinas, que t&ecirc;m um efeito semelhante ao da morfina. Da&iacute; que muitos corredores de final de semana, depois de percorrer certa dist&acirc;ncia, experimentam de repente um not&aacute;vel al&iacute;vio da dor muscular e a fadiga. Entretanto, embora as endorfinas desapare&ccedil;am do corpo em algumas horas, a sensa&ccedil;&atilde;o de bem-estar est&aacute; acostumada a prolongar-se durante muito tempo depois do per&iacute;odo de exerc&iacute;cio.</p>
<p style="text-align: justify;">O exerc&iacute;cio deve proporcionar, quando menos, um sentimento de realiza&ccedil;&atilde;o, de dom&iacute;nio sobre uma esfera da pr&oacute;pria vida. A redu&ccedil;&atilde;o de peso corporal, a obten&ccedil;&atilde;o de uma imagem mais esbelta, o prazer de se mover com maior agilidade e ter cada vez mais capacidade f&iacute;sica constituem provas complacentes do que pode se obter se a pessoa faz com perseveran&ccedil;a e verdadeira decis&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Traduzido pela Equipe Teu Corpo.com.br</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Titulo Original: http://www.esencialidad.com/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=353&amp;Itemid=463</p>
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