Homeopatia

A HOMEOPATIA constitui-se por si mesma uma forma de fazer medicina. Não somente é uma terapia, um modo mais ou menos complicado de realizar o tratamento do doente, mas sim, além disso, contém elementos próprios que permite o diagnóstico, o entendimento e a valorização da enfermidade de uma maneira particular. Podemos assim falar de um modo específico de pensar e de tratar a saúde que constituem a medicina homeopática. Podemos considerar à homeopatia como herdeira de algumas das deduções da mais clássica Spagyria, mas a homeopatia não representa em essência à medicina espagyrica em sua totalidade.

O diagnóstico homeopático se apóia no conhecimento da reação individual da pessoa e considerando a enfermidade como um modo reativo, mas, como parte desse conjunto reativo que é uma pessoa. Pesquisa-se sobre as características particulares das reações individuais e de suas manifestações: como é “sua” febre, como é “sua” reação ante os elementos do ambiente, como é “sua” dor…, e também como é “seu” estado atual e como sente “seu” estado de saúde. Esta análise do estado da pessoa se faz de maneira global e dinâmica, considerando a pessoa, individualmente, como uma unidade em sua mente e corpo em contínua interação com o meio.

Uma vez que se tenha estabelecido o conhecimento sobre o paciente, portanto seu diagnóstico homeopático, seu tratamento virá indicado, seguindo a lei da similitude (” o similar ao que produz o mal, pode curá-lo”), por remédios que quando se administram a pessoas sãs produzem a mesma enfermidade ou sintomas, mas as administrando em doses muito pequenas, infinitesimais e dinamizadas.

Assim o tratamento se apóia em respeito ao terreno individual e ao conhecimento do modo reativo, de maneira dinâmica; em cada momento do doente se indica o remédio mais especifico. O tratamento deve contemplar todo um conjunto de dados relacionados, tanto no aspecto psíquico como no somático, de uma perspectiva global do paciente. Também podem se atacar com enfoque homeopático ações parciais com abordagens de nível pontual que cubra sintomas particulares ou ações coadjuvantes (atos depurativos, desintoxicantes, desbloqueantes, etc), mas sempre com a característica de conhecimento do terreno reagente particular de cada paciente.

Os remédios homeopáticos provêm dos três reinos da natureza, animal, vegetal ou mineral, e se constituem em remédios homeopáticos por ter sido experimentados em pessoas sãs, nas chamadas patogenesias, ou estudos experimentais dos remédios, de onde se observam os sinais e sintomas que provocam e, portanto, sobre os que poderão ser utilizados. Os remédios utilizados em homeopatia encontram sua verdadeira natureza nas leis da diluição e na dinamização.

Existem outros preparados homeopáticos, como os nosodes, derivados dos produtos ou secreções patológicas (exemplo os derivados de tuberculinas), que têm um posterior desenvolvimento para o grupo dos bioterápicos. Os sarcodes, derivados das estruturas ou secreções naturais (como o colesterol ou alguns venenos de serpentes), com os que vieram a constituir o grupo de remédios usados em organoterapia (organoterápicos, como derivados do sangue ou dos hormônios).

Na realidade tanto nosodes como sarcodes constituem grupos de remédios com patogenesia própria e, portanto, seu uso clínico pode seguir as normas da prescrição homeopática enquanto que os bioterápicos e os organoterápicos, ao carecer dela, só possuem uma aproximação terapêutica homeopática em sua utilização diluída e dinamizada, quanto a estímulo, regulação ou paralisação de funções ou estados. Algo similar poderíamos referir quanto aos isopáticos, preparados derivados a partir dos produtos da pessoa ao que vai destinado o remédio, com os que se realiza a isoterapia. Na prática se perde às vezes as diferenciações de nosodes com bioterápicos e de sarcodes com organoterápicos passando-se a constituir os produtos de uso para a bioterapia e a organoterapia respectivamente.

Além disso, podem utilizar-se, como aproximações, com o transfundo da técnica dos preparados homeopáticos, outros modos de enfoques terapêuticos como os constituídos pelos sais de Schüessler, os oligoelementos, os florais de Bach…, etc.

A homeopatia é uma medicina global, pode tratar qualquer tipo de doente. Algumas vezes poderá ser o elemento único de tratamento e em outras ocasiões poderá ser utilizada para complementar com outro tipo de terapia.

- …a HOMEOPATIA é uma medicina natural, quer dizer, promove os próprios mecanismos naturais de defesa e adaptação.

- …a homeopatia é compatível com outros tipos de tratamento. Inclusive podem utilizar-se simultaneamente.

- …atua na mesma direção que a reação do organismo para curar-se, não de maneira agressiva e contraria.

- …cada sintoma se individualiza.

-…a homeopatia representa um ato médico e por segurança, como todo ato médico, só deve ser prescrito por profissionais de medicina qualificados.

Traduzido pela equipe Teu Corpo.com.br

Referência: http://www.saludnatural.net/

Arquivado em Medicina Alternativa

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2 Respostas para “Homeopatia”


  1. Marcio
    10out

    Homeopatia não e exclisividade medica:

    Homeopatia: ciência de domínio público
    É uma ciência de domínio público porque é um direito adquirido por todos os profissionais que a vêm praticando no País há mais de 140 anos, que não pode mais converter-se num monopólio de uma classe, principalmente se o for em detrimento do interesse de toda uma coletividade. A Constituição Federal, art. 5.º – XXXVI, diz – “A lei não prejudicará o direito adquirido”; no art. 296 – “A saúde é um direito de todos”; no art. 5.º – II, “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de Lei”; no inciso XLI do art. 5.º – “A lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais”. Contra a pretensão de se cassar um direito adquirido cabe um “remédio” jurídico, através de uma ação judicial própria.

    Inexiste lei sobre a “exclusividade” médica-homeopática
    Inexistindo Lei preceituando que apenas médicos podem praticar a homeopatia, inexiste proibição legal para o exercício da atividade do homeopata. Logo, não se pode qualificá-lo de charlatão ou de curandeiro. O art. 1.º do C. Penal diz: “não há crime sem lei anterior que o defina”. E acrescenta: “não há pena, sem prévia cominação legal”. O C. P. define charlatanismo como ato de “inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível”, e curandeirismo – “prescrever, ministrar ou aplicar, habitualmente, qualquer substância com o uso de gestos, palavras ou qualquer outro meio, ou fazendo diagnósticos”.

    Para citar apenas um acórdão a respeito, o Tribunal de Alçada de São Paulo decidiu: – “ Fora dos termos formais da lei inexiste crime, pois não se pode concluir pela existência de alguma figura penal, sem que a lei a defina expressamente” (Ac. 87/244, TACrSP).


  2. Luis
    10out

    O crime da falsa denúncia
    O C. Penal define (art. 138), que caluniar alguém é imputar-lhe falsamente um fato definido como crime. Mas não existe crime no exercício da profissão de homeopata! Aplica-se então o art. 140 – injuria, que é um ultraje, uma afronta, uma ofensa moral, advinda do emprego de elementos preconceituosos ou discriminatórios. Segue-se o art.139 – difamação, que a lei define como a imputação de fato ofensivo à reputação de uma pessoa, artigos esses que penalizam o infrator com pena de detenção.

    Logo, qualquer terapeuta homeopático (como também os da fitoterapia, acupuntura, etc.) que for denunciado como falso-médico, charlatão ou curandeiro, ou que se vir impedido do livre exercício de sua profissão por ato de pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado; por associações médicas, por farmácias ou farmacêuticos, ao nosso ver, pode denunciar o fato às autoridades competentes e pode propor ação de indenização por dano moral puro e por dano material, além de adentrar com medida criminal, com mandado de segurança contra abuso de direito por parte da autoridade coatora, representação perante o Conselho de Classe, etc., conforme seja o caso.

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