Resposta tensional do exercício
É um problema de difícil solução, a medição da tensão arterial. Apesar de tudo se deve medir antes, durante e depois da atividade.
Faz-se seguindo as diretrizes da sociedade Alemã de investigação da Circulação e da American Heart Association.
O aparelho a utilizar é o esfigmomanómetro de mercúrio ou o de membrana.
Bases fisiológicas:
O aumento da pressão arterial no esforço depende do tipo, da intensidade e da duração da atividade física.
O exercício de tipo dinâmico, aquele que dá origem a contrações repetidas e lentas de muita duração, produz mínimas modificações (exercícios aeróbicos ou isotônicos), como o ciclismo ou o jogging. O exercício de tipo estático produz uma modificação mantida da contração.
O exercício de tipo dinâmico dá um aumento das demandas de oxigeno, porque deverá aumentar também o gasto cardíaco, a ventilação por minuto e a irrigação muscular, que se obtém graças a uma diminuição das resistências periféricas.
Recuperação da tensão arterial
A diminuição logo depois de um exercício se produz rapidamente, embora logo depois desse minuto possa se elevar transitoriamente. Pensa-se que é devido à recuperação do metabolismo anaeróbico que aparece quando a carga do trabalho é máxima.
Os fatores que condicionam a resposta tensional são:
Idade: à medida que aumenta a idade, aumentam-se as resistências periféricas, por isso a pressão sistólica também aumenta.
Estado de treinamento: Os atletas de provas de resistência têm geralmente, valores de pressão arterial sistólica mais baixa e de pressão diastólica mais alta. Mas para que se possa apreciar, o nível de treinamento deve ser grande.
Sexo: não há variações. O que se constatou é uma maior rapidez naqueles para recuperar os valores basais.
Variações diárias e sazonais: A pressão sangüínea tem variações de acordo com o momento do dia. Os valores mínimos durante o sono e máximo nas últimas horas da tarde. A estação do ano que possui valores tensionais altos é o verão.
Exercício físico no hipertenso: Risco ou terapêutica?
Os sujeitos hipertensos podem iniciar uma atividade esportiva sem que isso implique um risco cardiovascular?.
Esta atividade pode lhe ajudar à normalização de suas tensões?
Primeiro terá que dividir o exercício em Aeróbicos ou dinâmicos e anaeróbicos ou estáticos.
O exercício aeróbico aumenta o consumo de oxigênio em sujeitos normotensos. Provoca um aumento do gasto cardíaco e a pressão média aumenta moderadamente apesar do notável aumento da pressão sistólica.
No exercício anaeróbico se produz o contrário, aumenta à diastólica, aumenta a freqüência cardíaca e o gasto cardíaco.
Atividades estáticas
- Boxe
- Equitação
- Esgrima
- Musculação
- Artes marciais
- Arco e flecha
- Vela
- Bilhar
- Petanca
- Mergulho
- Golfe
Atividades dinâmicas
- Footing – jogging
- Ciclismo
- Natação
- Futebol
- Basquete
- Badminton
- Esqui
- Tênis
- Voleibol
- Squash
Exercício físico e seu risco no paciente hipertenso
Neste caso a pressão arterial é variável. Devido a isto consideramos fundamental a valorização individual de todos os hipertensos que praticam algum esporte. Alguns elementos diagnósticos são: as provas de esforço, os holter de pressão e a ecocardiografía.
Exercícios recomendados em pacientes hipertensos:
Severo: Atividades dinâmicas, aeróbicas mínimas.
Moderada: Atividades dinâmicas com controle.
Rápida: Esportes dinâmicos (inclusive competição).
Nunca esportes estáticos, nem com muita carga anaeróbica.
Hipertensão, nutrição e esporte
É a enfermidade crônica com maior prevalência nos países desenvolvidos. E um dos principais fatores de risco para as enfermidades cardiovasculares.
A OMS definiu a hipertensão como a “elevação mantida das cifras de pressão sistólica, diastólica ou ambas, por cima dos limites considerados normais segundo grupo de idades e sexo.
Esta patologia é facilmente detectável com uma terapêutica antihip ertensa adequada há uma diminuição importante.
Tratamento:
Deve ser individualizado o tratamento segundo sua etiologia e severidade.
A primeira coisa que o médico deve fazer é informar ao paciente sobre sua enfermidade. Depois, segundo as cifras tensionais se tratar farmacologicamente ou com medidas higiênico – dietéticas.
Para pacientes com hipertensão rápida basta uma medida não farmacológica.
E o tratamento consta de:
- Restrição da ingestão de sódio.
- Controle do sobrepeso.
- Redução do excessivo consumo de álcool e cigarros.
- Aumento da ingestão de potássio, cálcio e magnésio.
- Diminuição de graxas saturadas.
- Prática de exercício físico.
- Técnicas de relaxamento.
Quando estas medidas não são suficientes está indicado o tratamento farmacológico.
Tratamento farmacológico e exercício físico:
O exercício dinâmico e aeróbico é o mais recomendado. Para pacientes que realizam atividade física se recomenda um tipo de fármaco que deveria cumprir uma série de critérios:
- Não ter efeito depressor sobre a resposta miocárdica ao exercício.
- Ausência de potencial arritmogênico.
- Preservar a distribuição do fluxo sangüíneo do músculo em exercício.
- Não interferir com a utilização adequada das fontes de energia (substratos metabólicos).
Conclusões:
O exercício físico regular reduz as cifras de tensão arterial em certos grupos de pacientes. Entre estes, beneficiam-se os hipertensos obesos não tratados, os pacientes com circulação hiperdinâmica, elevação do débito cardíaco em repouso e aumento da atividade do sistema nervoso simpático.
Em pacientes com hipertensão severo, o exercício físico pode utilizar-se como auxiliar junto a medicamentos.
Deve-se levar em conta ao escolher os medicamentos para um tratamento anti-hipertensivo em pacientes que realizam exercício com regularidade, ou quando se recomenda um programa de exercícios para pacientes que já estavam tomando fármacos anti-hipertensivos.
Fernando Gutiérrez Ortega, Carlos Pons de Beristain e Magdalena Hernández Capilla.
Tradução: Teu Corpo.com.br
Referência: http://www.portalfitness.com/Nota.aspx?i=529
Tags: hipertensão, Resposta tensional do exercício
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